Nota de repúdio… a mim mesmo, minhas manias, meus atrasos e essas coisas todas que nem eu entendo.

Acredita que acabaram de me lembrar que tenho um blog?

Não que eu havia totalmente esquecido, mas não lembrei da manutenção, de escrever do que eu sinto, das palavras no papel, da tinta da caneta, da vontade, da necessidade de por tudo para fora e acabei assim… De estomago estufado por não vomitar minhas palavras corriqueiras, minhas verdades inventadas ou meus problemas que imaginei, sofri e chorei.

Não lembrei das minhas criticas, das políticas, das questões adversas, de falar sobre o enem, ou da cachorrinha que salvei, mal lembrei de mim… o que ando fazendo da minha vida?

-Nem eu sei!

É maluquice de geminiano, eu sei, minha vida não é tão agitada assim. Só meu coração, ele se agita, se chacoalha, se balança, cria expectativas e depois, por falta de água, de paciência, de adubo ou só por medo mesmo, elas morrem, isso é bom mas dói, faz ferida e daí eu arranco a casquinha, parece que para deixar marca.

Olho no celular a cada minuto, talvez aquela mensagem (in)esperada chegue, e meu coração se exalta, tudo isso por conta de um problema, um fim, um caos completo que eu mesmo criei, minhas lagrimas estão prontas a saltar e eu na real, não sei. Cara acho que sou maluca nem sei porq conto tudo isso aqui.Está esse caos completo e olha que nem é por falta de tempo, porq tempo para imaginar que tudo dará errado e ainda tenho tempo para chorar porq tudo dará errado porq eu imaginei que tudo ia dar errado.

Que maluca, vai entender!

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Legalize já, legalize já!!!

Em meio a discussões e pontos de vistas extremos, apresenta-se o discurso sobre a legalização da maconha, onde atualmente, vários países questionam-se a respeito do benefício ou não desta legalização O Uruguai e os estados de Colorado e Washington saíram na frente na legalização, animando os políticos vizinhos. No Brasil o debate sobre os experimentos uruguaios dividiu opiniões entre parlamentares e ministros justamente por ponderarem os possíveis reflexos na fronteira. 

Diante de fatos de legalizações e debates, Deputado Jean Wyllys coloca a legalização em pauta, ao criar uma PL apoiando a legalização, a ideia apresentada por Jean está em fase final e e confrontará com a PL 7663/2010 de autoria do deputado Osmar Terra que deixa em aberto a quantidade limite que separa usuário e criminoso alem e intensifica a penalidade para traficantes.  

Em um ponto de visto mais amplo e pouco comentado, as variedades de Cannabis tem seus potenciais e benefícios.

Antes de ser restrita, era amplamente indicada como medicamento, além de seu beneficio médico, o Cânhamo (Nome que recebe a variedade das plantas Cannabis e a  apresenta fibra obtida do gênero Cannabis) apresenta benefícios ecológicos rentáveis. O Cânhamo contém 80% de celulose já a madeira produz 60% de celulose, sua fibra pode ser usada de maneira mais atrativa na produção de papel, uma vez que ela produz quatro vezes mais que o eucalipto se ambos forem plantados em uma área de mesmo tamanho. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, Estados Unidos, conseguiram produzir combustível usando 68% o oleo da semente da planta, que possui uma vantagem sobre os outros tipos de plantas que servem de combustível, por não ser um cultivo alimentício e que não necessita de terras de alta qualidade.

O Cânhamo melhora o solo em que é plantada, esta melhoria aumenta a qualidade do solo para as safras seguintes, tornando a colheita destas safras mais eficientes e baratas se comparadas com as demais técnicas de melhorias do solo.
 Através de pirólise o material da biomassa pode ser queimado para a produção de combustível, este método ira produzir 80 litros de gasolina para cada tonelada de biomassa seca, e este processo produz também o carvão vegetal. 

A fibra do cânhamo pode ser, também, usada em plásticos para uso industrial, aumentar durabilidade de materiais de construção, fabricação de roupas e tecidos, geração de energia, uso médico e alimentício.

A utilização da planta para fins medicinais é uma das principais bandeiras na defesa da descriminalização do Cânhamo, porém, todos os outros eficientes usos devem ser lembrados na hora de levantar esta bandeira.

“O debate sobre descriminalização e legalização começou faz tempo, mas está longe de acabar.”

Aborto: descriminalização a favor da vida.

É muito comum debates sobre descriminalização do aborto, em qualquer debate, em qualquer cenário haverá aqueles que são contra a descriminalização por se dizerem a favor da vida… Mas de qual vida?

 Podemos notar que quando um tema desses é colocado à mesa, primeiramente ferem-se os conceitos morais-patriarcais e religiosos, são argumentos relativos ao o que parece correto perante algo ou alguém, ou o que doutrinas disseram ser correto a fazer. Seja pela alma da pobre criança, ou pela crença de que um feto já possui vida, destino traçado e abortá-lo seria privá-lo do direito à vida, a defesa aparece sempre a favor da vida, daquele ser, feto, criança, enfim… somente daquela vida.

 Apesar de parecer para algumas pessoas uma atrocidade, falta de caráter ou crime, devemos lembrar a essas pessoas que hoje o aborto é um problema de saúde pública, e que o discurso pró vida exclui todas aquelas que morreram e morrem todos os dias na negligencia de seus argumentos…

A favor da vida de quem?

 Quando se fala em descriminalizar o aborto, estamos falando em dar a opção de escolha à mulher, para que ela decida sobre sua vida, seu corpo sem se ver como criminosa ou colocar sua vida em risco em clínicas clandestinas, a descriminalização é a maior prova a favor da vida, a favor da vida de todas as mulheres, inclusive, a favor daquelas que sem opção recorrem a procedimentos clandestinos que muitas vezes resulta em morte.

 A descriminalização do aborto é a única garantia de segurança para aquelas que optarem por abortar, abortem seguras, seguras de que viverão, seguras que terão socorro médico, seguras de que suas necessidades não serão mais negligenciadas, seguras de que não se verão e nem serão vistas como vilãs, monstros ou assassinas, apenas donas de seu destino, de seu corpo.

 Precisamos parar de colocar nossas crenças, nossas opiniões e nossos achismos nos corpos laicos, nos corpos de mulheres que deveriam ter o direito de decidir, sem influencias do governo, da igreja ou de qualquer outro argumento pessoal que não lhe cabe.

Meu silêncio em dor.

Há pouco mais de um ano atrás me voluntariei na abertura da Copa dos Refugiados, apesar do nome que dão o “trabalho voluntario” foi uma espécie de experiência engrandecedora. Houve pequenos discursos que nos colocaram a par do projeto da Copa dos Refugiados e do projeto em paralelo Missão Paz, que acolhe e recebe imigrantes e refugiados, além do acolhimento o projeto também ministra cursos de português e auxiliam os acolhidos na retirada de documentação e os inserem no mercado de trabalho.

Apesar da bela iniciativa, é possível notar em poucos 5 minutos de conversa com o Padre Paolo Parise (responsável pela Missão Paz) os inúmeros problemas que o projeto enfrenta, além de superlotação – o que convenhamos é melhor do que deixar os refugiados na rua – o projeto ainda necessita lidar com aquelas pessoas que acreditam que ajudar um imigrante ou refugiado é deixá-lo na porta da Igreja Nossa Senhora da Paz à espera de uma ajuda celestial, um milagre, que neste caso aparece em forma de “aperta que cabe mais um”. 

Mesmo com todos os problemas que eles enfrentaram e enfrentarão,  vi a alegria de pessoas que sorriam apenas por estarem  vivas. Cada um com suas histórias, suas superações, suas marcas de guerra e seus motivos para acreditar em um dia melhor… Talvez nunca saibamos o que é precisar fugir para viver – para sobreviver, mas precisamos compreender a dor do outro…

Em meio a tantas histórias pude ouvir a de um Sírio que, com lágrimas nos olhos, nos contou que na síria há um ditado em que diz que todo mundo possui dois lares, ele falou que a Síria, apesar da guerra e de sua fuga, é seu primeiro lar, lá foi onde ele nasceu, cresceu viveu e que infelizmente precisou fugir, é lá que seu coração mora, porém é aqui, no Brasil que seu coração foi acolhido com um sorriso, sem bombas, sem dores, e que apesar de toda dificuldade que passa, ele é grato por ter encontrado essa nação acolhedora.

Sua história, naquele dia me caiu como um abraço, aquele abraço apertado que rouba um sorriso de quem diz: “eu sou grato por isso”… hoje, essa história me faz sofrer. Me faz sofrer ao lembrar o corpo da criança na praia.

“O mar devolveu a terra o corpo de uma criança.
Nenhum tubarão nem peixes tocaram neste pequeno refugiado.
Ao que me parece, o menino chegou à praia intacto.
Como se o mar disse à humanidade: ‘Não me envolvam nisso.
Esse horror é exclusivamente responsabilidade de vocês’.”
-Wilson Gorj

 

Me faz sofrer ao ver o número de pessoas que morreram ao tentar cruzar a fronteira, me faz sofrer ao ver o tanto de gente que morreu sem encontrar seu segundo lar, me faz sofrer ao ver que por ganancia estamos em meio ao caos.

Desculpem-me pelo desabafo em forma de texto, fica difícil compreender essa guerra de egos… me sinto impotente e me pergunto todos os dias, e essas mil vidas, entra na conta de quem?

Meu luto, minha dor, meus sentimentos a todos os refugiados, vitimas dessa atrocidade desumana.

Podaram até a nossa foda!

Eu nasci mulher, não que eu queria, acreditei por anos que esta era a pior forma de se viver…

Mesmo quando criança via no homem a liberdade que a mim não cabia e eu cresci, cresci sem poder imitar meu pai que sem camisa assistia o futebol de domingo tomando uma cerveja gelada, cresci sem entender porque minha blusa devia ficar lá, me cobrindo, me escondendo e me limitando.

Cresci sem entender porque tantas coisas não são de menina, porque rosa e não azul? Porque biquíni e não sunga? Porque diachos eu ganhava boneca se o que eu queria era um caminhão enorme?

Porque eu não podia brincar de bolinha de gude, peão ou ser o Power Ranger preto? Isso não é coisa de menina!!!

Anos se passaram e agora, e só agora entendi… eu sou mulher e eu posso tudo, se tem uma coisa que mulher pode, é poder. Mas ninguém nos conta, tentam nos fazer acreditar que não podemos, que devemos ser ou agir de tal maneira ou o mundo será cruel, ficaremos sozinhas, não entraremos ao reino dos céus, podaram nossas roupas, nossos direitos, nossas vontades, e que se foda, podaram até a nossa foda!!! 

[…] Esqueceram de dizer que a solidão da mulher vem sempre do patriarcado porque juntas somos mais, somos melhores, somos mais fortes, esqueceram de dizer que haverão muitas que morrerão por não saber que podem, por aceitar se podar, por não se enxergar como mulher por achar que assim é que se vive… Mas não me deixe esquecer de te dizer que em algum lugar, há mulheres que se importam, que não nos deixará sozinhas, que não permitirão que nos deixe morrer, que morrerão por nós e que explicará o verdadeiro significado de sororidade.

 

Porque ser mulher é ser livre!

Apesar da crise!

Há alguns dias participei de uma reunião onde trabalho e o tema era a tal crise, entendo que para as grandes empresas e donos de grandes fortunas a crise está foda, mas para mim, meu caro… a vida sempre foi foda.

Ouvindo a gerente do departamento falar e dissertar sobre as medidas que a empresa está tomando em relação as dificuldades e o quanto o governo não os ajuda eu fiquei lá, me sentindo privilegiada pelo governo ter me dado educação suficiente para eu estar alí, o governo ter me dado a oportunidade de cursar uma, duas, três faculdades, o governo ter me dado bolsas e auxílios suficientes para que eu não morresse de fome, e o governo ter me dado saúde o suficiente para que eu não tivesse problema de audição e – infelizmente- ser obrigada a ouvir tanta lorota..

Ela pediu para que nós, jovens, ajudássemos nossos pais, pois lá na casa dela, ela cortou a viagem de formatura do filho, que iria a Cancun, e eu? Cortando o lanche na Subway porque R$ 15,00 está caro pra caralho…

Essa crise está ótima para jogar na cara das elites como é ter uma vida normal.

Apesar da crise, eu to adorando ver os classe média chorar…

Nem de preto eu gosto!!!

Sabe, um dia desses ouvi que não existe racismo no Brasil, que é tudo exagero e logo no dia seguinte ouvi uma pessoa dizer: “Nem de preto eu gosto, kkk, eu gosto de preta, eu não sou viado” e todos riram, exceto eu. Eu abaixei a cabeça, coloquei  Emicida para tocar e notei quão preocupante são os preconceitos. Essa pessoa conseguiu em uma única frase, demonstrar seu ódio por negros, seu desrespeito às mulheres e sua homofobia.

Sou mulher, sou negra e não sou obrigada a ver brancos zombando da minha cor, da minha raça, da minha história e luta, não sou obrigada a ficar calada. São 22 anos em que eu acreditei que eu devia me calar; 22 anos em que acreditei que tudo que um preto tivesse que fazer, teria que fazer 2x melhor;  22 anos de rejeição, de solidão; em vários momentos me fizeram acreditar que eu era feia, acreditei que só se dá bem os de boa aparência e é CLARO, essa boa aparência é o que eu nunca terei, já que em todo lugar, em todo filme, em todo merchandising  boa aparência é branca, nunca negra.

Negra, preta, sombria, escuridão, maldição, morte, mas por quê? Dê todas as mentiras que lhe contaram só a morte é verdade, só os neguinhos que morrem no morro, só para neguinho bandido bom é bandido morto. Só neguinho se fode…

“Nessa equação, chata, polícia mata – PLOW!

Médico salva? Não! Por que? Cor de ladrão”

 

E eu? Vou observar tudo, de cabeça baixa até chegar minha hora de fazer história.

Ai gente, me desculpa…

Me desculpem, sei que mal comecei e já estou nas mancadas de não postar coisa… mas vamos lá me ajudem!

Não me batam, nem me matem.. ando meio sem saber o que escrever e gostaria de saber a opinião de vocês sobre o que querem ler? quais tretas querem ver? sobre o que gostam e não gostam e a gente se organiza juntinho e monta uma agenda bacana. Prometo não deixar de postar depois que alinhar os detalhes que faltam.

Obrigada gracinhas ❤

Domingo tem auê

Talvez maracatu, na zona sul, na minha rua não terá nada, talvez só as gurizadas.

Bolinhas de gude, futebol, pipa e gritaria, apesar da crise, no morro todo mundo vive na mesma, a panela ocupada – põe mais água no feijão, para alimentar a meninada – a inflação subiu e o salários dos deputados aumentou, só esqueceram de falar que, para nós, dia 5 nem chegou.

Enquanto o pobre põe nas mãos de Deus e reza pelo pão nosso de cada dia, querendo ou não, respeita a democracia. A burguesia vai de metrô, de apitaço, panelaço ou qualquer tipo de manifestação de gente rica, camisa de marca, pau de selfie e cervejada, e dessa vez vai ter coreô, fora Dilma, fora Lula, fora Petê, só esqueceram que em 1999 quem dançava era pobre, a crise era a fome, NADA de SMARTPHONE!!!

Não que agora a barriga não ronque, ronca sim, ronca muito, mas ninguém morre da barriga roncar, arroz, feijão, farinha e carne nunca há de faltar, e do SUS, tratamento gratuito da AIDS, Ciclistas na Paulista? Ninguém se habilita a falar… Esse governo tem defeitos? Tem, tem muitos sim, porém se você não sentiu melhorar é que talvez você nunca esteve no fundo do poço, sem saber se sairia de lá.

Vamos observar os fatos, você também é proletário, saiba qual o seu lado.

Sobre a corrupção, fica esperto, não é só na presidência não! Se quer reivindicar, fica a vontade mas pare de achar que machismo é argumento, fica feio, escroto pro teu lado…Presta atenção porque pobre não é retardado, bolsas de auxílios e cotas não é esmola, é necessário.

Politica não é brincadeira, festa de rua, carnaval fora de época… a dancinha está legal, mas as teorias amigo… nessa matéria tu foi mal.

 

 

Sobre mim, ou nem tanto.

Bom eu sou Gisele, de gêmeos, de fases, de lua, de metamorfoses, de metamorfoses ambulantes, ou sem ambular.

Sou simples e complexa, chata, louca, doida e facilmente iludível, apaixonável. Hoje te quero e amanhã não quero mais, mas quero mesmo assim.

Não piso no meu calo, primeiro porque dói segundo porque não sou amável, afável e caridosa com quem age sem amor, ser pudor – na verdade sem pudor é bom- sem compreender o incompreensível.

Não te peço nada além de atenção, compaixão e paciência, só calor, calor aquece e traz calma, frio a cura, quantas curas? Incuráveis e incontáveis desamores, desalentos, desencantos sem descanso.

Me entendendo ou não eu sou eu, sou assim sem formula prévia e sem fim, sempre assim…

 

Dá pra entender? Não!